13.4.07

Nem 300 nem Xerxes



Fui assistir 300, de Frank Miller, ontem dia 12, o filme é excelente, história, enredo, fotografia, áudio e efeitos visuais, um bom filme sem dúvida.

Mas algumas coisas me chamaram a atenção, os espartanos e toda sua “lenda” de homens guerreiros que não se dobram a ninguém, nem mesmo ao império persa, e toda a mística em torno de Xerxes e seu império que está baseada no medo, escravidão, intimidação e dominação.

Essas duas figuras representadas por Leônidas e Xerxes são, pelo menos para mim, um retrato de nosso mundo “cristão”.

Uns querem liberdade extrema e para isso fazem o uso da razão para seu código de ética e conduta e para “ganhar” o povo, de vez em quando, usam um pouco de misticismo; outros se baseiam no seu “status” de grande rei (ou melhor, denominação) e abusam do misticismo, técnicas de intimidação, dogmas e/ou regras.

Mas o que me chama a atenção é que ambos são um fim em si mesmos, são pequenos demais se comparados ao MUNDO e ficam numa batalha “quase sangrenta”, pois querem a qualquer custo “ser o melhor”, mas se olharmos com cuidado, assim como no filme, percebemos que tal luta não leva a lugar nenhum, pois Xerxes é derrotado, mesmo não morrendo, mas o que morre é seu STATUS, porque ele não é “deus”, é apenas um homem poderoso, que precisa se esconder, e não mostrar seu medo e terror diante de sua humanidade. Por outro lado, Leônidas é morto por seu idealismo insípido, sem um propósito maior, além da sobrevivência, quase tosco e sem dúvida arrogante.

No fim das contas quem perde na vida real, não os “Leônidas” e “Xerxes”, quem perde com tudo isso é a humanidade, que continua nas trevas, enclausurada, amarrada e escrava do esquema desse mundo, onde reina o inimigo de nossas almas.

Deus nos chama não para sermos “300” ou “Xerxes” no mundo de hoje, pelo contrário, nos chama para sermos “seus servos” a fim de que a luz resplandeça nas trevas, e que o Reino de Deus, que é de geração a geração, seja implantado nessa terra.

A guerra já foi travada, e bastou apenas UM para que todo o mundo soubesse que Deus vive. Na vida real, apenas UM derramou seu sangue, Seu próprio sangue, não por força ou violência, imposição ou intimidação, mas por amor de muitos, ele SE ENTREGOU na cruz por mim e por você, para que nosso nome e VIDA sejam eternos, e desfrutarmos desses benefícios, e não apenas uma lenda.

Nem 300 nem Xerxes, a morte de apenas UM foi necessário, mas ele não apenas Morreu, mas ressuscitou e vivo e está!

Que ele nos ajude...

A Deus toda Glória!

7 comentários:

Eiji disse...

Curti o filme.
Sei que tem esse lado, de pesar os prós e contras.
Precisamos de discernimento e sabedoria p/ não cair em extremismos, "endeusamentos" ou radicalismo.

Éverton Vidal disse...

É... enquanto lutamos para defender "Esparta" ou para aumentar o "Reino Persa" o Mundo - o qual Deus amou de uma tal maneira que deu seu único Filho para salvá-lo - continua cativo do Mundo - o sistema que jaz no maligno.

Belo texto!
Que sejamos sal e luz.

abcs.
inté!

Rodrigo Fonseca Silva disse...

É vidal...

Temos que cumprir com o chamado.. e não mais ficarmos teologizando...hehehe

Deus nos chama para ser Sal e luz... não fulano A, B ou C...

Que Deus nos AJUDE nessa tarefa...

Valeu a visita

Poliane disse...

Interessante essa sua visão e comparação...

Ainda não consegui ver o filme... e pelo visto não verei tão cedo!! Enfim... quem sabe vcs não fazem uma "vaquinha" e me mandam pra Índia de presente!! hehehe

Blessings

Fabio Q disse...

Bem, eu ja enxerguei o filme de forma bem diferente, a liberdade que Leonidas busca de forma alguma me pareceu "por nada" e sim para ter uma terra [Esparta] livre da influencia de uma pseudo-deus devasso e libertino.

Vc podera perceber q existente um codigo de honra mto interesante em Esparta, que honra ate as mulheres, é certo que é um mundo violento e td mais, mas ate ai vide o AT.

As analogias pra mim foram espetaculares, Xerxes quer ser deus, mas mostra seu temor em varios momentos mostrando ser um mané, e sua ambicao maior é que todos se ajoelhem perante ele chamando-o de bom [uma imitaçao barata de Deus].

algumas partes sao classicas como quando Xerxes diz "todos eles morreriam por mim[seus homens]" e Leonidas diz: "e eu morreria por todos eles [seus homens]".

No fim o "sacrificio" de Leonidas levanta um numeroso exercito para acabar com Xerxes.

Existem mts outras analogias interessantes no filme, mas por falta de tempo e espaço fio por aqui, heheheh

abs

Meiry disse...

Olá..
Só hj deu p/ assistir ao filme (rsrs), mas valeu pela indicação e já vim aqui p/ ler seu texto e deixar meu comentário...
Muito bacana suas reflexões sobre o filme..de fato o extremismo não foi interessante e continua não sendo quando pensamos no Evangelho.
Porém, a obediência e submissão dos servos que estavam na guerra (mesmo q eles fossem treinados desde a infância para isso) foi fundamental para que o povo permecesse unido. Ainda após a morte do rei espartano, o número de soldados aumentou e o exército seguiu rumo à vitória, anunciada pelo líder algum tempo antes.
Isso me chamou a atenção...como seria se nós, servos do Deus que enviou UM para que morresse por nós, o servíssemos com um pouco daquela mesma dedicação e subserviência?

Grande abraço Rodrigo,
Deus o abençoe!!

Meiry

Anônimo disse...

ola rodrigo td na paz que Deus continue abençoando sua vida grandemente.........