9.10.07

Obrigado

Entre os dias 31 de agosto e 2 de setembro de 2007, ocorreu a Primeira Edição do NOSSA MÚSICA BRASILEIRA, em Arujá foi um “culto ao Deus vivo através da música popular brasileira”.

Eu, Larissa (minha quase esposa), Daniel, Josuca e Talita fomos para registrar imagens para um documentário que vai ter por título “Guarnicê da Esperança”, que é música de Carlinhos Veiga que foi também um dos convidados.

Chegamos sexta-feira por volta de 23:30h já acontecia ali um período musical com Stenio Marcius e Silvestre Kuhlmann. Fomos dormir e no restante dos dias capturamos as imagens para o documentário, logo vocês terão mais notícia sobre ele, mas o post não é sobre isso apenas.

Nesses dias muitas coisas aconteceram e algumas delas me marcaram e é isto que gostaria de compartilhar com quem costuma ler meus textos.

Pude perceber que todos os que estavam ali, são pessoas de modo simples de vida, sua música é fruto de seu dia-a-dia com Deus, suas dúvidas, objeções, sonhos são expressão do relacionamento diário com o Criador (e isso não foi o que me disseram, mas o que vi), isso parece até óbvio não? Porque sempre achamos que a pessoa deve compor qualquer tipo de arte a partir de seu relacionamento com Deus, porém, vivemos numa sociedade onde a Palavra de Deus perdeu seu significado em muitos de nossos círculos “evangelicais”, porque a Palavra é interpretada a partir de sentimentos humanos e não damos o valor ao texto, não deixamos o texto falar, mas “criamos” significado para o texto, infelizmente, vemos isso na música, pregações e outras coisas mais... Hoje, tudo é gospel... Nem sequer lembramos o significado da palavra, que literalmente significa PALAVRA DE DEUS, e não sentimento, emoção e por aí vai...

Mas com os músicos e todos os que estavam ali o que me incomodou e me fez refletir foi justamente isso, a simplicidade da vida cristã, Cristo revelado no dia-a-dia, no papo informal, na moda de viola, no cordel, na música, no relacionamento com o outro. Confesso que fui profundamente tocado por eles...

E isso reflete na música, na arte de cada um deles, o seu relacionamento com Deus através do Deus da Palavra, que se encarnou, morreu, sofreu, chorou e ressuscitou...

E qual “estilo” eles escolheram para falar do amor de Deus? Parece óbvio, mas tão distante para muitos, nossa própria cultura, cultura popular brasileira. E fazem isso de modo a mostrar o Deus das Escrituras através de nossa cultura. Eles usam nossa fauna, flora, jeito de falar, de escrever para revelar o Deus Vivo e para mostrar que nossa cultura é fruto sim da criação de Deus, pois foi Ele quem quis que fosse assim.

Esses dias foram libertadores para mim. Digo isso, porque não havia parado para refletir, que recebia informações da vida cristã e não filtrava nada ou quase nada em termos de cultura.
Como conversamos lá, não é que a música internacional seja ruim ou os estilos importados, a questão é que não valorizamos a nossa cultura, as pessoas de outras culturas admiram muito mais a nossa cultura do que nós mesmos. Não valorizamos o que Deus nos deu, nossa cultura e as suas diversas manifestações (quando digo cultura, não levo em consideração os temas religiosos).

Foi libertador, porque pude perceber que era alguém que não “dava Graças em tudo”, porque mesmo que de forma velada, negava aspectos de nossa cultura, eu “achava que não eram importantes ou relevantes”, tolice minha. Esses dias mostraram-me que preciso ser grato a Deus por “ser brasileiro”, apesar de tudo o que vemos na mídia, senadores desonestos, política falida e por aí vai. Preciso ser grato a Deus, porque existem brasileiros que produzem bom conteúdo, não apenas na Música, mas na Teologia, nas Artes, Danças e outras manifestações.

Deus mostrou a todos que foram ali, que devemos levar Cristo a essa Nação, para que ela se converta aos pés da Cruz e Ressurreição do Cristo. Como bem disse Ariovaldo Ramos, “uma nação se converte a Cristo quando a cultura está centrada em Deus”, basta nos lembrarmos de Paulo, que usou o “deus desconhecido” para revelar o Cristo, ou o Logos de João, que era da filosofia grega, para mostrar que o Logos original é Cristo, ou seja, a Voz de Deus nesse mundo, porque “nele todas as coisas subsistem”. Ele também disse que uma Nação se converte a Cristo, quando Cristo é o centro dessa nação, e nação é “nosso arcabouço cultural, aquilo que nos une, nos caracteriza.”

Precisamos, de modo urgente, tomar ciência disso e VIVER no dia-a-dia. Levar o Cristo Ressurreto ao nosso povo, para que entendam a mensagem da cruz, devemos aprender com Jesus, fazer uso de NOSSA cultura e traduzir os valores do Reino.

Precisamos ser instrumentos nas mãos do Senhor para que não apenas brasileiros se convertam, mas fazer com que a cultura se renda aos pés da Cruz; pois é isso que Jesus ensina; em Mateus 28:18-20, que a nação se renda a Cristo, Ariovaldo disse isso com propriedade “nação é nossa cultura pois através dela nos relaciona-mos, formamos nossa identidade como brasileiros”.

Sendo assim, nosso é chamado é urgente, pois milhares de indivíduo se converteram no Brasil, mas isso não aconteceu com a cultura.

Temos deixado de lado aquilo que é bom, perfeito e agradável. Quando olhamos para a Bíblia com mais cuidado, percebemos que quando uma pessoa ou nação converte-se a Jesus, sua cultura passa a ser valorizada, foi assim com os judeus, com Paulo e tantos outros, e nós que temos uma das culturas mais apreciadas mundo afora, não valorizamos; isso nos foi “ensinado” pelos nossos “descobridores”, depois pelos missionários, porém, hoje, podemos enxergar que tal visão importada tentou anular o nosso melhor, aquilo que nos torna, em certo sentido, únicos.

Deus nos conclama nesses dias a sermos brasileiros, principalmente cristãos brasileiros, que tem compromisso de implantar o Reino de Deus no Brasil (e fora dele, mas devemos respeitar a cultura para onde Ele nos enviar), e fazer como Jesus, implantar o Reino tendo como base a sua Revelação e a NOSSA cultura.

E assim, encher nossa nação com o bom perfume de Cristo.

Que Ele nos ajude nessa tarefa e tenha misericórdia de nós. Que Ele nos liberte a cada de nossos falsos preceitos.

Que toda a Glória seja dada a Ele em nossa nação, pelo século dos séculos.

Amém!

Breve Oração: Obrigado Senhor por ter feitos com que “escamas” caíssem dos meus olhos, obrigado por me fazer enxergar melhor.

PS: Obrigado, Carlinhos Veiga, Silvestre Kuhlmann, Stenio Marcius, Glauber Plaça, Roberto Diamanso, João Alexandre, Felipe Silveira, Gilson Resende, Sergio e Marivone, Gedeon Alencar e Ariovaldo Ramos por terem me feito enxergar melhor, continuem sendo “instrumentos para Glória de Deus”.

3 comentários:

Daniel Theodoro disse...

Opa!

Cara, foi uma benção encontrar pessoas comprometidas com a simplicidade do Evangelho. No entanto, mesmo diante da simpliciade, nos perdemos muitas vezes, porque o Homem é complexo quando mergulha nos seus interesses. Então, "antes que não tenha rima a imensa lida", estejamos interessados em conhecer mais a Deus. Lá foi uma benção da simplicidade. E o doc vai ser um registro disso. Abraço!

CresceNet disse...
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Anônimo disse...
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